A Guarda Nacional Republicana iniciou a Operação “Artémis 2026/2027”, que vai decorrer em todo o território nacional até 28 de fevereiro do próximo ano, com o reforço das ações de fiscalização ao exercício da caça.
A operação, que arrancou no domingo, dia 16 de agosto, é desenvolvida através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e pretende prevenir, detetar e investigar infrações relacionadas com a atividade cinegética, garantindo o cumprimento das regras de segurança e das medidas de proteção e conservação da fauna.
Com o início da época venatória em terrenos ordenados, a GNR vai intensificar a fiscalização preventiva e reativa, com particular atenção a situações que possam colocar em risco pessoas e bens ou afetar a conservação da fauna selvagem. Estão igualmente previstas ações de sensibilização junto dos caçadores.
Na última edição da Operação Artémis foram fiscalizados 10.751 caçadores em todo o país. A maior parte das ações ocorreu em zonas de caça associativa, com 4.846 fiscalizações, seguindo-se as zonas de caça municipal, com 3.406, e as fiscalizações durante o transporte, com 1.367.
A operação de 2025/2026 resultou na deteção de 136 crimes e em 133 detenções. Entre os crimes identificados, 70 estiveram relacionados com o exercício da caça em locais onde a atividade não era permitida ou sem o necessário consentimento e 32 com o incumprimento das normas de conservação da fauna e das espécies cinegéticas.
Foram ainda registadas 345 contraordenações, destacando-se 91 casos em que os caçadores não eram portadores da documentação obrigatória, 75 relacionados com o transporte de armas em condições não previstas na lei e 61 infrações atribuídas a entidades gestoras de zonas de caça.
As ações realizadas na última operação resultaram também na apreensão de 232 documentos, 154 espécies e 166 armas, além de 1.362 outras apreensões.
A GNR recomenda aos caçadores o cumprimento das distâncias de segurança, nomeadamente 250 metros relativamente a habitações quando não exista consentimento, e 100 metros de locais artificiais de alimentação, bem como a verificação das condições legais da zona de caça e o correto acondicionamento e transporte das armas fora do exercício da atividade.

