IPSS da região afetadas pelas depressões dos últimos dias

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A passagem da recente tempestade pelo distrito de Santarém provocou danos significativos em várias Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), colocando à prova a resiliência de um setor que, diariamente, assegura o apoio a milhares de pessoas idosas, crianças, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade.

Luís Jacob Presidente da UDIPSS de Santarém afirma em comunicado que desde os primeiros momentos, a UDIPSS Santarém esteve em contacto direto com as instituições associadas, recolhendo informação sobre os impactos verificados no terreno. Embora algumas IPSS não tenham sido afetadas, um número relevante registou prejuízos materiais graves e constrangimentos operacionais sérios, principalmente no norte do distrito.

Entre os principais problemas identificados encontram-se destelhamentos extensos, queda de árvores sobre edifícios, destruição de claraboias, painéis fotovoltaicos e coberturas, infiltrações, rachas em paredes, danos em parques infantis, anexos e viaturas essenciais ao transporte de utentes. Em vários casos, as instituições ficaram temporariamente sem eletricidade, água, internet e comunicações, tendo recorrido a geradores insuficientes para garantir o funcionamento normal das respostas sociais, muitas vezes com dificuldades no acesso a combustível.

Algumas respostas sociais, incluindo lares e unidades residenciais, ficaram parcialmente inoperacionais, obrigando a soluções de emergência para salvaguardar a segurança e o bem-estar dos utentes. Ainda assim, graças ao enorme empenho das direções, trabalhadores, voluntários, escuteiros e ao apoio das autarquias, bombeiros, proteção civil e forças armadas, o apoio essencial às populações foi, na esmagadora maioria dos casos, mantido.

Importa igualmente destacar que várias IPSS assumiram um papel central no apoio à comunidade em geral, garantindo refeições, banhos quentes e apoio logístico à população afetada, a cantinas sociais, bombeiros, Exército, Proteção Civil e funcionários municipais, durante longos períodos diários, muitas vezes com equipas em situação de grande exaustão.

Para além dos danos físicos, as IPSS enfrentam agora encargos financeiros muito elevados para poderem retomar a normalidade. Reparações urgentes, substituição de equipamentos, custos acrescidos com água, gás, eletricidade, combustível, alimentação e horas extraordinárias dos trabalhadores estão a gerar sérias dificuldades de tesouraria. Muitas destas despesas não se encontram totalmente cobertas por seguros, colocando em risco o equilíbrio financeiro de instituições que já operam com margens muito reduzidas.

A UDIPSS Santarém está a articular com a Segurança Social e com outras entidades, no sentido de encontrar respostas rápidas e adequadas. Considera, no entanto, essencial que sejam ativados mecanismos excecionais de apoio às IPSS afetadas, compatíveis com a dimensão dos prejuízos e com o papel absolutamente insubstituível que estas instituições desempenham no território.

As IPSS são um pilar fundamental da coesão social do distrito de Santarém. Cuidam diariamente de quem mais precisa e estiveram, mais um vez, na linha da frente numa situação de emergência. Não podem, nem devem, ficar sozinhas a suportar os custos de uma catástrofe desta dimensão.

 

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