Distrito de Santarém com risco elevado de colapso do emprego para a automação

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A automação e a inteligência artificial deverão provocar mudanças significativas no mercado de trabalho em Portugal nas próximas décadas, embora não aconteça de maneira igual. Um estudo realizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre o impacto das novas tecnologias no emprego indica que várias profissões poderão desaparecer, enquanto outras serão transformadas ou ganharão maior importância.

De acordo com os dados apresentados, cerca de 35,7% das profissões situam-se no chamado “terreno dos humanos”, ou seja, são atividades que dificilmente poderão ser substituídas por máquinas devido à necessidade de competências sociais, criatividade ou interação humana.

Por outro lado, 28,9% das profissões encontram-se em risco de colapso, uma vez que muitas das suas tarefas podem ser automatizadas ou substituídas por tecnologia. Já 22,5% das profissões estão em ascensão, sobretudo ligadas ao desenvolvimento tecnológico e à inovação, enquanto 12,9% situam-se no “terreno das máquinas”, sendo áreas onde a automação poderá assumir um papel predominante.

O Distrito de Santarém a nível nacional está a par de Leiria e Setúbal uma vez que as três regiões apresentam um risco de colapso de 40% das profissões, a região mesmo assim não é das piores, uma vez que Braga apresenta 45%, Aveiro e Viana do Castelo 44%, e Viseu 41%. As profissões que apresenta risco de colapso em Santarém, são aquelas onde as máquinas e a inteligência artificial conseguem substituir o ser humano, como por exemplo vendedores ao domicilio, estafetas, bagageiros, operadores de caixa de supermercado, vendedores de bilheteiras, ente muitas outras.

O estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos identifica ainda as profissões mais expostas à digitalização em Portugal. Entre elas destacam-se os trabalhadores relacionados com vendas, (com cerca de 169 mil pessoas), os trabalhadores das limpezas, (aproximadamente 121,6 mil), os empregados de escritório em geral, (cerca de 118,9 mil), outras “profissões elementares” ( a rondar os 114 mil funcionários) e os vendedores em lojas, (com cerca de 99,5 mil trabalhadores). No conjunto, estas atividades representam cerca de um quinto dos empregos do setor privado.

Perante este cenário, especialistas sublinham a importância da requalificação profissional e do desenvolvimento de novas competências. Entre as capacidades consideradas essenciais para o futuro destacam-se as competências digitais, a capacidade de adaptação, a comunicação, a criatividade e a resolução de problemas, bem como áreas ligadas à assistência e aos cuidados humanos, onde a presença humana continuará a ser fundamental.

A transformação tecnológica deverá continuar a alterar a forma como se trabalha, mas também poderá abrir novas oportunidades. O desafio estará em preparar trabalhadores e empresas para um mercado de trabalho cada vez mais digital e em constante mudança.

 

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