ULS Lezíria assinala início da reabilitação cognitiva na comunidade no Espaço Trocas, em Santarém

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A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) assinalou nesta segunda feira 9 de março, o início oficial da reabilitação cognitiva na comunidade. A cerimónia simbólica decorreu no Espaço Trocas, no Edifício São Domingos, na União de Freguesias da Cidade de Santarém, um projeto comunitário desenvolvido em parceria entre o Hospital de Dia do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, o CLDS-3G e a União de Freguesias.

A iniciativa integra a atividade das Equipas Comunitárias de Saúde Mental (ECSM) do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da ULS Lezíria e marca a descentralização do sistema Rehacom®, ferramenta do projeto OficINa.com – Oficina de Reabilitação Cognitiva, da associação r.INseRIR, que apoia pessoas com doença mental através de treinos cognitivos personalizados ajustados às dificuldades e objetivos de cada utente.

Durante a sessão, Carla Ferreira, enfermeira gestora do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da ULS Lezíria, explicou que esta iniciativa representa um passo importante na expansão da intervenção comunitária das equipas. “Alargámos a nossa equipa comunitária e temos agora duas equipas de saúde mental a ir à comunidade. Com este momento, queremos também oferecer um programa de reabilitação cognitiva na comunidade, que tem evidência científica de melhoria da funcionalidade dos utentes”, referiu. A responsável sublinhou ainda que a realização destas sessões fora do hospital pode fazer a diferença na adesão dos utentes. “Há pessoas que apresentam alguma resistência em deslocar-se ao hospital. A diferença entre ir ao Serviço de Psiquiatria ou vir aqui à União de Freguesias é significativa, porque estamos num espaço mais próximo da comunidade”, afirmou.

O presidente do Conselho de Administração da ULS Lezíria, Pedro Marques, destacou o simbolismo da iniciativa e o compromisso da instituição com cuidados de proximidade. “Este momento marca simbolicamente a relevância desta resposta para a comunidade. É um esforço de descentralização e de combate ao estigma, oferecendo cuidados diferenciados com qualidade, mais próximos das pessoas”, referiu, acrescentando que este reforço das Equipas Comunitárias de Saúde Mental resulta também do apoio do Programa de Apoio à Diferenciação das Equipas Comunitárias de Saúde Mental (PADEC).

O Espaço Trocas é o primeiro local a acolher esta iniciativa, que será progressivamente alargada a outros espaços da comunidade.

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