As tarifas de gás natural no mercado regulado vão aumentar, em média, 6,4% a partir desta quinta-feira, 1 de outubro, com a entrada em vigor dos preços definidos pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para o ano gás 2026-2027.
A atualização abrange os consumidores em baixa pressão com consumos anuais até 10 mil metros cúbicos, grupo que inclui essencialmente os clientes domésticos que permanecem no mercado regulado. Segundo a ERSE, estão abrangidos cerca de 431 mil clientes fornecidos por um dos 11 Comercializadores de Último Recurso existentes no país.
Para um casal sem filhos, com um consumo anual de 1.610 kWh, a fatura média mensal passa para 17,38 euros, o que representa um aumento de 0,91 euros face a setembro.
No caso de um casal com dois filhos, com um consumo anual de 3.407 kWh, a fatura média passa para 32,53 euros por mês, mais 1,62 euros do que no mês anterior.
A subida não afeta apenas os consumidores que permanecem no mercado regulado. No mercado livre, onde a ERSE estima existirem cerca de 1,14 milhões de clientes no ano gás 2026-2027, a fatura inclui igualmente as tarifas de Acesso às Redes, reguladas pela ERSE.
Para os consumidores domésticos, a variação destas tarifas corresponde a um aumento de 0,098 cêntimos por kWh. No entanto, no mercado liberalizado, o preço final continua também dependente da componente de energia contratada por cada comercializador e da respetiva margem comercial.
Os consumidores abrangidos pela tarifa social, tanto no mercado regulado como no mercado livre, continuarão a beneficiar de um desconto de 31,2% sobre as tarifas transitórias de venda a clientes finais.
A ERSE recorda ainda que os consumidores domésticos e pequenas empresas com consumo anual de gás até 10 mil metros cúbicos podem optar pelo regresso ao mercado regulado.

