Portugal assinalou na sexta-feira, 31 de julho, pela primeira vez, o Dia Nacional da Vinha e do Vinho, uma nova efeméride criada pelo Governo para reconhecer a importância histórica, cultural, económica, social, ambiental e paisagística do setor vitivinícola português.
A celebração anual da data foi instituída através de um despacho do ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, publicado na quarta-feira, 29 de julho, em Diário da República.
A Associação de Municípios Portugueses do Vinho congratulou-se com a decisão, recordando que tem vindo a defender a valorização da vinha e do vinho enquanto património nacional. A entidade apresentou também ao Governo uma proposta para a classificação da Vinha e do Vinho como Património Cultural Imaterial de Portugal.
Para a AMPV, a vitivinicultura constitui um dos principais elementos da identidade do país, pela diversidade das regiões produtoras, pela riqueza das castas autóctones, pelo reconhecimento internacional dos vinhos portugueses e pela importância crescente do enoturismo e das exportações.
Entre os principais símbolos deste património encontram-se o Douro, primeira Região Demarcada e Regulamentada do mundo, a Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro e a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, ambas classificadas como Património Mundial pela UNESCO.
A escolha de 31 de julho está relacionada com a aprovação, em Conselho de Ministros, do diploma que criou o Instituto da Vinha e do Vinho, ocorrida nessa data em 1986. A instituição assinala este ano o seu 40.º aniversário.

