A 12.ª edição da Bienal de Coruche – Percursos com Arte decorre entre os dias 3 e 25 de outubro, levando novamente a criação artística às ruas, jardins, margem do Sorraia e diferentes espaços culturais da vila.
Subordinada ao tema “Conexões”, a edição deste ano reúne dez projetos selecionados para o Concurso Percursos com Arte e propõe um programa que cruza artes plásticas, fotografia, cinema, música, circo, oficinas, natureza e participação comunitária.
A inauguração está marcada para sábado, 3 de outubro, às 16h30, com a atribuição do Prémio de Distinção, apresentação do Jardim Montado e abertura da exposição coletiva de fotografia “Vida, memória e as relações com o rio Sorraia”.
O percurso inaugural será acompanhado por performers multidisciplinares e música ao vivo, terminando com um espetáculo de circo contemporâneo criado especialmente para a Bienal, que combina movimento, equilíbrio, música e fogo.
Com curadoria do artista plástico João Maria Ferreira, “Conexões” pretende explorar relações entre diferentes linguagens e materiais, gerações e culturas, memória e futuro, tradição e experimentação contemporânea.
O núcleo principal da Bienal integra trabalhos de Patrícia Alves, Luís Neves e Patrícia Herédia, Matilde Loureiro e Ana Rodrigues, João Gomes Gago, Carolina Mendes, Daiane Silva, Mesa Posta, Stréna, Adriano Lanhoso e Tiago Margaça.
A edição de 2026 estreia também o Concurso Jovens Artistas, destinado a criadores em idade escolar, tendo Francisca Figueiredo sido a única artista selecionada nesta primeira edição.
Um dos projetos com maior envolvimento da comunidade será o Jardim Montado, instalado no Jardim 25 de Abril. A iniciativa reúne esculturas inspiradas na fauna e flora do montado, desenvolvidas com a participação de escolas, associações e outros elementos da comunidade local, recorrendo maioritariamente a materiais reciclados.
O rio Sorraia assume igualmente um papel central na programação. A exposição “Vida, memória e as relações com o rio Sorraia” reúne diferentes olhares sobre a paisagem, os ecossistemas, os modos de vida e as memórias associadas ao rio, contribuindo também para a criação de um acervo contemporâneo dedicado ao Sorraia e às comunidades que com ele convivem.
A ligação ao rio prolonga-se através do projeto “Rio da Memória”, do artista Diogo MM Nunes, que cruza escultura participativa, reutilização de plásticos e envolvimento comunitário. No dia 10 de outubro está prevista uma ação de recolha de plásticos no Sorraia e, a 17 de outubro, realiza-se a iniciativa de fotografia participativa “Como vês o rio Sorraia?”.
A programação inclui ainda uma pintura mural de Jorge Charrua no Mercado Municipal, a tertúlia “poema na vila”, teatro, concertos, dança e diferentes propostas de cinema.
Entre os filmes previstos estão o documentário “¿De qué casa eres? / Where do you call home?”, “Maria Vitória”, integrado nas comemorações do Dia Municipal da Igualdade, e “Graciosa, Inteligência Natural”, apresentado com a participação da atriz e música Lúcia Moniz.
A Bienal abre também espaço à reflexão sobre temas atuais, através de conversas dedicadas à relação entre arte e saúde mental, à utilização da inteligência artificial nos processos criativos e ao papel da arte na comunicação da natureza.
Ao longo das três semanas realizam-se ainda visitas orientadas, percursos noturnos e oficinas de desenho, pigmentos naturais, papel reciclado e cianotipia, dirigidas a diferentes públicos.
A 25 de outubro, o encerramento inclui uma visita ao percurso expositivo, o lançamento do catálogo da XII Bienal de Coruche e um espetáculo de dança com participação do CAD Coruche e da Turma da Cíntia.
A programação completa pode ser consultada em bienaldecoruche.org.

