O Arquivo Nacional da Torre do Tombo juntou-se ao projeto “A Falcoaria na Rota dos Museus”, promovido pelo Município de Salvaterra de Magos no âmbito das comemorações do 10.º aniversário da inscrição da Falcoaria Portuguesa na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
A participação concretiza-se através da exposição documental “Entre penas e pergaminhos: a falcoaria na memória documental”, patente ao público até 30 de outubro. A mostra reúne documentos de diferentes épocas e procura revelar a presença da falcoaria na sociedade portuguesa desde o período medieval, bem como a sua ligação à administração régia e à vida económica e social do país.
Entre os documentos apresentados encontram-se tratados, crónicas, cartas e alvarás régios, além do Mapa Topográfico de Salvaterra de Magos, datado de 1788, onde está assinalada a localização da Falcoaria Real.
Com esta participação, o projeto passa a integrar também a dimensão documental da história da falcoaria, preservada nos fundos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
“A Falcoaria na Rota dos Museus” foi lançado pelo Município de Salvaterra de Magos com o objetivo de estabelecer ligações entre diferentes instituições e coleções que conservam peças, obras de arte e testemunhos históricos relacionados com esta prática secular, criando simultaneamente uma ligação à Falcoaria Real de Salvaterra de Magos.
O projeto conta já com a participação do Paço Ducal e Castelo de Vila Viçosa, Museu Arqueológico do Carmo, Museu de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva, Convento de Odivelas, Museu Berardo, em Estremoz, Museu do Oriente, Museu Nacional dos Coches e agora também do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
A iniciativa integra a estratégia do Município de Salvaterra de Magos de promoção e valorização da Falcoaria Real, reforçando a projeção do concelho enquanto Capital Nacional da Falcoaria.

