Entre terça-feira, 7 de julho, e segunda-feira, 13 de julho, registaram-se 2.624 acidentes rodoviários no Continente, dos quais resultaram 15 vítimas mortais, 57 feridos graves e 866 feridos leves. Os dados fazem parte do balanço da campanha “Duas Rodas – Agarre-se à Vida”, promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública, com o objetivo de alertar para os comportamentos de risco associados à condução de motociclos e ciclomotores.
Durante a campanha foram controlados ou fiscalizados no Continente 5.918.465 veículos e condutores, presencialmente e através de radar, tendo sido registadas 21.895 infrações rodoviárias. Estes valores incluem a fiscalização realizada pela ANSR, GNR e PSP.
Entre as principais infrações estiveram o excesso de velocidade, a ausência ou utilização incorreta do capacete, as ultrapassagens irregulares, a condução sob o efeito do álcool, o uso indevido do telemóvel e situações relacionadas com a documentação e as condições técnicas dos veículos.
As ações de sensibilização realizadas em simultâneo com as operações de fiscalização abrangeram 500 condutores e passageiros de motociclos e ciclomotores. As autoridades reforçaram a importância da utilização de capacete homologado e corretamente ajustado, da condução defensiva, do cumprimento das distâncias de segurança e da adoção de medidas que aumentem a visibilidade dos utilizadores de veículos de duas rodas.
A campanha alertou também os restantes condutores para a necessidade de uma partilha segura da estrada, tendo em conta a maior vulnerabilidade dos motociclistas e ciclomotoristas em caso de acidente.
As cinco ações presenciais decorreram em locais com níveis mais elevados de sinistralidade envolvendo veículos de duas rodas, nos distritos de Faro, Leiria e Setúbal.
“Duas Rodas – Agarre-se à Vida” foi a sétima campanha realizada este ano no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização Rodoviária, que mantém como principais áreas de intervenção a velocidade, o consumo de álcool, a utilização de dispositivos de segurança, o uso do telemóvel durante a condução e a proteção dos utilizadores mais vulneráveis.

