128 acidentes com trotinetes registados pela GNR no distrito de Santarém nos últimos quatro anos

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No Distrito de Santarém a Guarda Nacional Republicana (GNR), no âmbito das suas competências de vigilância e fiscalização rodoviária, registou 128 acidentes com trotinetes, que provocaram 90 feridos leves e 13 feridos graves entre 2022 e 2025, já neste ano de 2026 já estão registados pela GNR três acidente, com três feridos leves e um ferido grave. Já a nível nacional a GNG registou nos últimos 7 anos, mais de 1900 acidentes e 10 mortos.

Os números podem ser consultados num comunicado emitido pela força policial, alertando para o crescimento do número de acidentes envolvendo trotinetes na via pública. Com o aumento da utilização destes veículos nos centros urbanos e zonas de lazer, a Guarda intensificou a fiscalização, visando a proteção dos utilizadores vulneráveis e a redução da sinistralidade.

Os dados estatísticos da GNR revelam um aumento da sinistralidade associada à micromobilidade. Até 2021, o registo de acidentes mantinha-se estável (abaixo das 25 ocorrências anuais), contudo, verificou-se um aumento significativo em 2023, com 547 acidentes, atingindo o pico em 2024, com 706 ocorrências. Embora se tenha registado uma ligeira diminuição entre 2024 e 2025, os números permanecem preocupantes. No presente ano, até ao dia 28 de fevereiro, já se contabilizam 72 acidentes, o que demonstra que a margem para sensibilização e o incumprimento das normas de segurança continuam a ser desafios críticos.

Este cenário reflete-se diretamente na gravidade das vítimas, nos últimos 7 anos, a GNR registou:

  • 10 vítimas mortais (com um pico de cinco óbitos em 2023);
  • 88 feridos graves;
  • 1 442 feridos leves (atingindo o máximo de 548 em 2024).

A distribuição por distritos revela que Aveiro e Faro apresentam o maior volume de sinistralidade e de feridos (graves e leves). Contudo, é o distrito de Setúbal que regista o maior número de vítimas mortais (3 óbitos) no período em análise. Destaca-se ainda o distrito de Santarém, com um registo de 14 feridos graves nos últimos 7 anos. As principais causas identificadas para este cenário prendem-se com a circulação em locais indevidos (passeios), o desrespeito pela sinalização e a não utilização de dispositivos de segurança e de proteção.

Neste contexto, a Guarda recomenda:

  • Uso de Capacete: Embora não seja obrigatório para todas as trotinetes, o seu uso é fortemente recomendado para minimizar danos em caso de queda;
  • Visibilidade: Utilize vestuário retrorrefletor e verifique se o veículo possui luzes brancas à frente e vermelhas atrás;
  • Local de Circulação: É proibida a circulação de trotinetes nos passeios, devendo estas utilizar as ciclovias ou, na sua ausência, a faixa de rodagem (junto à berma);
  • Taxa de Álcool: Os condutores de trotinetes estão sujeitos às mesmas taxas de álcool que os condutores de automóveis;
  • Condução defensiva: Evite manobras bruscas, sinalize sempre as mudanças de direção com o braço;
  • Lotação do veículo: As trotinetes destinam-se ao transporte de apenas uma pessoa, não devendo circular mais do que um utilizador em simultâneo.

A Guarda Nacional Republicana informa que irá continuar a monitorizar a circulação destes veículos, promovendo ações de sensibilização, com o intuito de garantir que a mobilidade suave se desenvolva de forma segura e harmoniosa para todos os utentes da via.

 

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