{"id":4443,"date":"2024-08-15T14:27:01","date_gmt":"2024-08-15T14:27:01","guid":{"rendered":"https:\/\/rcaribatejo.com\/novo\/?p=4443"},"modified":"2024-08-20T14:29:28","modified_gmt":"2024-08-20T14:29:28","slug":"bons-sons-com-balanco-positivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rcaribatejo.com\/novo\/bons-sons-com-balanco-positivo\/","title":{"rendered":"BONS SONS com balan\u00e7o positivo"},"content":{"rendered":"<p>A 12.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, o BONS SONS conheceu um novo largo e voltou a habitar a rua. A festa fez-se entre os 43 concertos, 32 espet\u00e1culos e atividades paralelas realizadas por cerca de 200 artistas. A este n\u00famero soma-se a realiza\u00e7\u00e3o de 3 concertos inesperados nas ruas da aldeia e de 30 concertos espont\u00e2neos no Palco Garagem.<\/p>\n<p>Durante quatro dias (dois deles &#8211; s\u00e1bado e domingo &#8211; com lota\u00e7\u00e3o esgotada), o BONS SONS contou com 33.500 visitantes e com muita m\u00fasica, dan\u00e7a, cinema, hist\u00f3rias encenadas, Burros de Miranda, percursos art\u00edsticos e oficinas. Uma edi\u00e7\u00e3o marcada por um largo renovado que permitiu uma edi\u00e7\u00e3o com um recinto mais amplo e estruturado, em que a celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos do 25 de Abril foi transversal a todo o cartaz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das transforma\u00e7\u00f5es dos espa\u00e7os de Cem Soldos que potenciaram infraestruturas mais adequadas e com menos barreiras para receber pessoas, independentemente da sua condi\u00e7\u00e3o, nesta edi\u00e7\u00e3o o festival deu continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver em torno de todos os tipos de acessibilidades, com apoio da Acesso Cultura. Medidas que potenciaram mais formas de viver o festival e de celebrar uma comunidade que se quer diversa, coesa, resiliente e capaz.<\/p>\n<p>O Plano para a Diversidade desenvolvido nesta edi\u00e7\u00e3o potenciou: a exist\u00eancia de plataformas individualizadas nos palcos Lopes-Gra\u00e7a e Ant\u00f3nio Varia\u00e7\u00f5es, para que pessoas em cadeiras de rodas assistam aos concertos no meio do p\u00fablico, de forma segura, com o seu grupo e \u00e0 altura da restante plateia; a exist\u00eancia de um espa\u00e7o priorit\u00e1rio \u00e0 frente dos palcos Lopes-Gra\u00e7a, Ant\u00f3nio Varia\u00e7\u00f5es e Giacometti &#8211; INATEL, onde pessoas com mobilidade condicionada podem estar acompanhadas pelo seu grupo; autocarro-transfer para o festival adaptado para pessoas com mobilidade reduzida; Glamping com tendas adaptadas para pessoas com mobilidade condicionada, bem como casas de banho e balne\u00e1rios adaptados; programa\u00e7\u00e3o com interpreta\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Gestual Portuguesa, nomeadamente, nas conversas Gerador e no espet\u00e1culo Quis Saber Quem Sou &#8211; Um Concerto Teatral, de Pedro Penim.<\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o foi tamb\u00e9m marcada pela a homenagem a figuras ligadas \u00e0 m\u00fasica que desapareceram este ano e que estiveram ligadas ao BONS SONS ao longo do tempo. Nas ruas de Cem Soldos ficaram inscritas homenagens a Sara Tavares (que deu um concerto, em 2018), Fausto (concerto em 2010) e Armando Carvalh\u00eada, que teve uma carreira ligada \u00e0 r\u00e1dio e fez in\u00fameras emiss\u00f5es da Antena 1, diretamente do Bons Sons.<\/p>\n<p>O reflexo de um festival organizado por uma aldeia inteira, uma comunidade onde 400 pessoas (300 da aldeia e 100 de fora) participam voluntariamente e tornam poss\u00edvel o BONS SONS que existe e quer existir pela contemporaneidade no campo, por uma plataforma cultural, pelo planeamento do territ\u00f3rio, pela cidadania participativa, pelo envelhecimento ativo, pelo ensino em comunidade, pelos projetos de territ\u00f3rio, por uma a\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, pela cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o p\u00fablico e pela cultura popular.<\/p>\n<p>Este ano, o recinto voltou a ter altera\u00e7\u00f5es: foi criado o Palco ao Adro e o Palco MPAGDP mudou de local. O primeiro, localizado no adro da Igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o foi a paragem final do concerto-arruada de Fanfarra K\u00e1ustika que percorreu as principais ruas da aldeia e palco para a atua\u00e7\u00e3o de Coro das Mulheres da F\u00e1brica. Este cen\u00e1rio, \u00e0 frente da igreja, que ganhou destaque ap\u00f3s as obras de requalifica\u00e7\u00e3o do centro de Cem Soldos, foi ainda o espa\u00e7o escolhido para acolher os espet\u00e1culos de dan\u00e7a KDEIRAZ, de Nat\u00e1lia Mendon\u00e7a e Krump Session, de Dougie Knight &#8211; programados em parceria com a Materiais Diversos.<\/p>\n<p>Os concertos programados pela MPAGDP passaram, nesta edi\u00e7\u00e3o, a ter um palco num novo espa\u00e7o, que recebeu as atua\u00e7\u00f5es de Diana Combo, Ambria Ardena, Fala Povo Fala e Coro da Cura, dando continuidade ao trabalho de valoriza\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de processos, pr\u00e1ticas musicais e manifesta\u00e7\u00f5es de cultura popular.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 12.\u00aa edi\u00e7\u00e3o, o BONS SONS conheceu um novo largo e voltou a habitar a rua. A festa fez-se entre os 43 concertos, 32 espet\u00e1culos e atividades paralelas realizadas por cerca de 200 artistas. A este n\u00famero soma-se a realiza\u00e7\u00e3o de 3 concertos inesperados nas ruas da aldeia e de 30 concertos espont\u00e2neos no Palco Garagem. Durante quatro dias (dois deles &#8211; s\u00e1bado e domingo &#8211; com lota\u00e7\u00e3o esgotada), o BONS SONS contou com 33.500 visitantes e com muita m\u00fasica, dan\u00e7a, cinema, hist\u00f3rias encenadas, Burros de Miranda, percursos art\u00edsticos e oficinas. Uma edi\u00e7\u00e3o marcada por um largo renovado que permitiu uma edi\u00e7\u00e3o com um recinto mais amplo e estruturado, em que a celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos do 25 de Abril foi transversal a todo o cartaz. Al\u00e9m das transforma\u00e7\u00f5es dos espa\u00e7os de Cem Soldos que potenciaram infraestruturas mais adequadas e com menos barreiras para receber pessoas, independentemente da sua condi\u00e7\u00e3o, nesta edi\u00e7\u00e3o o festival deu continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver em torno de todos os tipos de acessibilidades, com apoio da Acesso Cultura. Medidas que potenciaram mais formas de viver o festival e de celebrar uma comunidade que se quer diversa, coesa, resiliente e capaz. O Plano para a Diversidade desenvolvido nesta edi\u00e7\u00e3o potenciou: a exist\u00eancia de plataformas individualizadas nos palcos Lopes-Gra\u00e7a e Ant\u00f3nio Varia\u00e7\u00f5es, para que pessoas em cadeiras de rodas assistam aos concertos no meio do p\u00fablico, de forma segura, com o seu grupo e \u00e0 altura da restante plateia; a exist\u00eancia de um espa\u00e7o priorit\u00e1rio \u00e0 frente dos palcos Lopes-Gra\u00e7a, Ant\u00f3nio Varia\u00e7\u00f5es e Giacometti &#8211; INATEL, onde pessoas com mobilidade condicionada podem estar acompanhadas pelo seu grupo; autocarro-transfer para o festival adaptado para pessoas com mobilidade reduzida; Glamping com tendas adaptadas para pessoas com mobilidade condicionada, bem como casas de banho e balne\u00e1rios adaptados; programa\u00e7\u00e3o com interpreta\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Gestual Portuguesa, nomeadamente, nas conversas Gerador e no espet\u00e1culo Quis Saber Quem Sou &#8211; Um Concerto Teatral, de Pedro Penim. Esta edi\u00e7\u00e3o foi tamb\u00e9m marcada pela a homenagem a figuras ligadas \u00e0 m\u00fasica que desapareceram este ano e que estiveram ligadas ao BONS SONS ao longo do tempo. Nas ruas de Cem Soldos ficaram inscritas homenagens a Sara Tavares (que deu um concerto, em 2018), Fausto (concerto em 2010) e Armando Carvalh\u00eada, que teve uma carreira ligada \u00e0 r\u00e1dio e fez in\u00fameras emiss\u00f5es da Antena 1, diretamente do Bons Sons. O reflexo de um festival organizado por uma aldeia inteira, uma comunidade onde 400 pessoas (300 da aldeia e 100 de fora) participam voluntariamente e tornam poss\u00edvel o BONS SONS que existe e quer existir pela contemporaneidade no campo, por uma plataforma cultural, pelo planeamento do territ\u00f3rio, pela cidadania participativa, pelo envelhecimento ativo, pelo ensino em comunidade, pelos projetos de territ\u00f3rio, por uma a\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, pela cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o p\u00fablico e pela cultura popular. Este ano, o recinto voltou a ter altera\u00e7\u00f5es: foi criado o Palco ao Adro e o Palco MPAGDP mudou de local. O primeiro, localizado no adro da Igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o foi a paragem final do concerto-arruada de Fanfarra K\u00e1ustika que percorreu as principais ruas da aldeia e palco para a atua\u00e7\u00e3o de Coro das Mulheres da F\u00e1brica. Este cen\u00e1rio, \u00e0 frente da igreja, que ganhou destaque ap\u00f3s as obras de requalifica\u00e7\u00e3o do centro de Cem Soldos, foi ainda o espa\u00e7o escolhido para acolher os espet\u00e1culos de dan\u00e7a KDEIRAZ, de Nat\u00e1lia Mendon\u00e7a e Krump Session, de Dougie Knight &#8211; programados em parceria com a Materiais Diversos. 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