A Unidade Local de Saúde da Lezíria realizou 56 colheitas multiorgânicas entre 2019 e 2025, no âmbito do Programa de Doação e Colheita de Órgãos em Dador em Morte Cerebral, criado na instituição em 2004.
As colheitas incluíram 30 rins, 18 fígados, quatro pulmões, três corações e um pâncreas, contribuindo para oferecer uma nova oportunidade de vida a doentes que aguardavam por um transplante.
Os dados foram divulgados pela ULS Lezíria a propósito do Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, assinalado na segunda-feira, 20 de julho, data que recorda a realização, em 1969, do primeiro transplante de um órgão vital em Portugal.
O coordenador do programa da ULS Lezíria, Paulo Costa, considera que a doação de órgãos representa um dos mais importantes gestos de solidariedade e generosidade, recordando que um único dador pode salvar até oito vidas e melhorar a qualidade de vida de outras pessoas através da doação de tecidos.
O responsável sublinha que o sucesso deste processo depende do trabalho das equipas multidisciplinares, mas também da informação prestada às famílias. O esclarecimento de dúvidas, o combate a ideias incorretas e a promoção da literacia em saúde são apontados como fatores importantes para aumentar a confiança na doação.
A ULS Lezíria aproveitou a data para homenagear os dadores, as respetivas famílias e os profissionais de saúde envolvidos nos processos de doação e transplantação.

