O Politécnico de Tomar associou-se ao Dia Internacional Para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, no dia 25 de novembro, com a dinamização da Exposição “Vozes Silenciadas”, que contou com a participação da comunidade do IPT no átrio do Edifício principal, no campus de Tomar. Mais do que uma exposição interativa, tratou-se de um convite à reflexão, à consciência e à responsabilidade coletiva sobre esta causa, tendo cada um registado o seu compromisso para a eliminação da violência contra as mulheres num mural.
Esta exposição foi inspirada na instalação ‘Zapatos Rojos’, da artista Elina Chauvet, criada em 2009 no México e replicada em inúmeros países, após a irmã desta ter sido assassinada pelo companheiro, e teve como objetivo homenagear todas as mulheres assassinadas em contexto de violência doméstica. Os sapatos vermelhos assumem-se como um símbolo da violência contra as mulheres, representando o sangue derramado pelas vítimas, a dor e a perda de vidas devido ao feminicídio; por outro lado, o vermelho simboliza também a cor do amor e da vida que foi interrompida.
Foi, ainda, feito um último apelo à comunidade académica, para que ninguém se cale e não fique indiferente, e para que juntos possamos construir uma comunidade académica onde todas as mulheres vivam com dignidade, respeito e segurança. Durante a inauguração, o Presidente do IPT, João Freitas Coroado, frisou tratar-se de um “dia muito sério” e que “qualquer forma de violência deve ser condenada e denunciada”, crendo que este dia assinala a responsabilidade que cada cidadão tem no sentido de mitigar o flagelo da violência doméstica. “Todos os dias temos de estar muito atentos ao que nos rodeia, nomeadamente no que concerne à violência”, alertou, sublinhando que este é um tipo de violência muitas vezes encoberto e que deve ser, sempre que possível, denunciado, saudando a iniciativa e reafirmando que todas as formas de violência “são absolutamente condenáveis”.

