Município de Benavente reforçou a capacidade financeira e operacional para responder aos prejuízos causados pelas tempestades

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O Orçamento Municipal para 2026 da Câmara Municipal de Benavente foi reforçado em mais de oito milhões de euros através da transferência do saldo de conta de gerência, reforçando assim a capacidade financeira do Município para responder aos prejuízos provocados pelas recentes tempestades que atingiram o concelho.

A primeira revisão ao Orçamento e às grandes opções do plano de 2026 foi aprovada na última reunião da Assembleia Municipal de Benavente com os votos favoráveis da AD – Coligação PSD/CDS, da CDU, do Partido Socialista e a abstenção do Chega, garantindo um reforço de 8.667.153,35 euros nas contas municipais.

Neste momento, as nossas prioridades são as respostas que têm de ser dadas à população, começando com a reparação imediata das infraestruturas que foram afetadas pelas tempestades e cheias que assolaram o nosso concelho, repondo o mais depressa possível as normais condições para os nossos habitantes, empresas e coletividades”, esclareceu Sónia Ferreira, Presidente da Câmara Municipal de Benavente.

Os recentes fenómenos meteorológicos extremos causaram danos significativos em infraestruturas municipais, equipamentos públicos, vias e edifícios, estimando a Câmara Municipal, após efetuar o levantamento das ocorrências e remeter às entidades competentes a respetiva avaliação, prejuízos que ascendem a cerca de 10 milhões de euros, aos quais acrescem custos operacionais já suportados pela autarquia. Apesar de o concelho de Benavente estar abrangido pelo quadro de apoios definido pelo Governo para situações de calamidade, esta decisão deixa bem patente a prioridade da Câmara Municipal em assumir um esforço financeiro relevante para garantir uma recuperação célere e estrutural, bem como reforçar a capacidade de resposta do sistema de Proteção Civil concelhio. Sem estado de calamidade declarado vai ser a Câmara a assumir muitas despesas.

Em causa está o investimento que é necessário fazer ao nível de equipamentos de comunicação e garantir a imprescindível autonomia energética dos serviços essenciais não só da autarquia, mas também de todas as Juntas de Freguesia e da Proteção Civil. O atual sistema de proteção civil municipal carece de bastantes reformas e importa resolver a má gestão de recursos estratégicos, impulsionado a capacidade operacional com a aquisição prioritária de geradores e rádios. Esta alteração orçamental vai permitir também a reparação das inúmeras coberturas de edifícios municipais, de instalações sociais e de associações que foram afetados ou destruídos mesmo.

Entre os principais reforços orçamentais, agora aprovados, destacam-se também a rubrica de Estratégia Local de Habitação com uma dotação de 400 mil euros destinados a futuras aquisições, reabilitações e construção, mais 400.000€ para obras em estradas e caminhos, viabilizando assim a reparação de alguns dos danos provocados pelas depressões e pelas cheias.

 

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